Cansaço Constante? A Causa Pode Estar Em Deficiências de Vitaminas
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Você vive cansado, sem energia e sem motivação, mesmo dormindo bem? Cientistas descobriram que níveis baixos de vitaminas importantes podem estar ligados ao problema. Um simples exame de sangue pode revelar pistas surpreendentes sobre a origem do seu cansaço.
Sentir-se cansado de vez em quando é normal. Mas quando a fadiga se torna constante, mesmo após uma boa noite de sono, ela pode afetar o trabalho, os relacionamentos, a concentração e a qualidade de vida.
Muitas pessoas atribuem esse cansaço ao estresse ou à rotina agitada, mas cientistas estão investigando se algumas alterações biológicas no organismo podem desempenhar um papel importante nesse problema. Um novo estudo analisou a relação entre fadiga, motivação e uma substância presente no sangue chamada homocisteína.
A homocisteína é produzida naturalmente pelo organismo durante o metabolismo de proteínas. Em condições normais, ela é rapidamente reciclada e transformada em outras moléculas úteis graças à ação de vitaminas do complexo B, especialmente o ácido fólico, a vitamina B12 e a vitamina B6.

Quando essas vitaminas estão em níveis insuficientes, a homocisteína pode se acumular no sangue. Estudos anteriores já haviam associado níveis elevados dessa substância a problemas cardiovasculares, alterações cognitivas e depressão. Agora, os pesquisadores quiseram descobrir se ela também poderia estar relacionada ao cansaço persistente e à falta de motivação.
Para investigar essa hipótese, os cientistas analisaram dados de 602 adultos saudáveis que viviam na comunidade. Todos os participantes realizaram exames de sangue para medir os níveis de homocisteína, ácido fólico e vitamina B12. Em seguida, responderam questionários validados para avaliar diferentes aspectos da fadiga física, fadiga mental e motivação diária.
Os pesquisadores dividiram os participantes em grupos de acordo com seus níveis de homocisteína e compararam os resultados, levando em consideração fatores que também podem influenciar o cansaço, como idade, estilo de vida e outros indicadores de saúde.

Os resultados mostraram uma associação interessante. Homens com níveis mais elevados de homocisteína apresentaram mais sintomas de fadiga física do que aqueles com níveis mais baixos. Entre as mulheres, o padrão foi diferente: níveis mais altos de homocisteína estiveram associados a menor motivação.
Além disso, tanto homens quanto mulheres com mais homocisteína no sangue apresentavam níveis mais baixos de ácido fólico e vitamina B12, nutrientes essenciais para diversas funções cerebrais e metabólicas.
Os pesquisadores acreditam que essa relação pode envolver o funcionamento do cérebro. A homocisteína elevada pode interferir em processos importantes para a produção de neurotransmissores como dopamina e serotonina, substâncias que participam da motivação, do humor, da energia mental e da sensação de bem-estar.
Quando esses sistemas funcionam de forma inadequada, algumas pessoas podem experimentar mais cansaço, dificuldade de concentração e redução da disposição para atividades do dia a dia.

Apesar dos resultados serem promissores, os próprios autores destacam que o estudo não prova que a homocisteína ou a deficiência de vitaminas cause diretamente fadiga. A pesquisa apenas encontrou uma associação entre esses fatores.
Ainda serão necessários estudos de longo prazo para confirmar se corrigir deficiências de vitaminas do complexo B ou reduzir os níveis de homocisteína pode realmente ajudar a combater o cansaço crônico. Mesmo assim, os achados reforçam a importância de investigar possíveis deficiências nutricionais quando a fadiga persistente não tem uma causa aparente.
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Associations of Plasma Homocysteine Reflecting Vitamin B12 and Folate Status with Fatigue-Related Outcomes in Healthy Adults
Hiroaki Kanouchi, Ayaka Yamamoto, Akiko Kuwabara, Shigeo Takenaka, Eiji Nishikubo, Yukihiro Nomura, Takehiro Naruto, Kyosuke Watanabe, Kei Mizuno, and Yasuyoshi Watanabe
Nutrients. 16 March 2026, 18(6), 941; DOI: 10.3390/nu18060941
Abstract:
Background/Objectives: Fatigue and reduced motivation impair daily functioning and quality of life. Homocysteine (Hcy) has been implicated in oxidative stress and one–carbon metabolism, but its relationship with fatigue–related outcomes remains unclear. We explored associations between plasma Hcy and fatigue-related measures in healthy adults. Methods: We analyzed cross–sectional data from 602 community–dwelling adults. Plasma Hcy concentrations were categorized into sex−specific tertiles. Fatigue and motivation were assessed using the Chalder Fatigue Scale and a visual analog scale (VAS). Sex−stratified multivariable linear models adjusted for lifestyle and biochemical covariates were used to examine associations. Sensitivity analyses additionally modeled Hcy as a continuous variable. Results: Higher Hcy tertiles were associated with lower serum folate and vitamin B12 concentrations in both sexes (p < 0.001). In men, the lowest Hcy tertile was associated with lower Chalder physical fatigue scores, whereas in women the highest Hcy tertile was associated with lower VAS motivation scores in multivariable analyses. Pairwise contrasts indicated higher physical fatigue in men in the highest tertile compared with the lowest (T3–T1: 1.55; 95% CI 0.24–2.86; p = 0.022) and lower motivation in women (T3–T1: −5.62; 95% CI −10.65 to −0.59; p = 0.029). However, no significant associations were observed when Hcy was modeled as a continuous variable. Conclusions: In this exploratory cross−sectional analysis, plasma Hcy showed associations with fatigue−related outcomes in sex−stratified analyses. These findings should be interpreted cautiously and considered hypothesis–generating. Longitudinal and mechanistic studies are needed to clarify potential causal relationships.



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