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Nova Esperança Contra o Alzheimer Pode Vir De Medicamentos Que Já Existem

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

A doença de Alzheimer cresce rapidamente no mundo e os tratamentos atuais ainda são limitados. Reutilizar medicamentos já existentes pode acelerar o acesso a terapias mais seguras e eficazes. Este estudo identificou três candidatos promissores, prontos para testes clínicos, trazendo uma nova esperança no combate à demência.


A demência, especialmente a doença de Alzheimer, é hoje um dos maiores desafios de saúde do mundo. Atualmente, mais de quarenta milhões de pessoas vivem com essa condição, e as projeções indicam que esse número pode ultrapassar cem milhões até o ano de dois mil e cinquenta.


Além do sofrimento humano, o impacto financeiro é enorme, com custos globais que já passam de centenas de bilhões de dólares por ano, afetando famílias, sistemas de saúde e a sociedade como um todo.


Os tratamentos disponíveis atualmente oferecem apenas alívio limitado dos sintomas. Alguns medicamentos ajudam temporariamente a memória ou ao funcionamento diário, mas não interrompem a progressão da doença. Mais recentemente, surgiram terapias inovadoras que atuam sobre a proteína amiloide, um dos marcadores do Alzheimer, trazendo esperança.


No entanto, esses tratamentos beneficiam apenas uma pequena parcela dos pacientes, exigem acompanhamento complexo e podem causar efeitos colaterais importantes, o que limita muito seu uso na prática.



Por isso, cresce a necessidade de encontrar alternativas mais seguras, eficazes e acessíveis para a maioria das pessoas. A ciência já sabe que o Alzheimer não envolve apenas uma única causa, mas vários processos ao mesmo tempo, como inflamação no cérebro, falhas na comunicação entre neurônios, problemas na produção de energia das células e perda progressiva da proteção natural do tecido cerebral. Isso abre espaço para novas estratégias terapêuticas além das abordagens tradicionais.


Uma dessas estratégias é a reutilização de medicamentos. Em vez de criar um remédio do zero, os pesquisadores investigam se medicamentos já aprovados para outras doenças podem ajudar no tratamento do Alzheimer. A grande vantagem é que esses fármacos já tiveram sua segurança testada, o que reduz custos, acelera o processo e aumenta as chances de chegar mais rápido aos pacientes.


Essa abordagem não é nova e já teve sucesso em outras áreas da medicina. Medicamentos  desenvolvidos para uma finalidade acabaram se mostrando eficazes em doenças completamente diferentes. Com base nessa experiência, os pesquisadores criaram um método estruturado para escolher os melhores candidatos, reunindo especialistas internacionais, analisando evidências científicas e chegando a consensos cuidadosos sobre quais opções merecem ser testadas em ensaios clínicos.


Neste estudo, um grupo de especialistas avaliou oitenta medicamentos potenciais. Após várias etapas de análise e discussão, apenas três foram considerados realmente promissores. Esses candidatos se destacaram por atuar em mecanismos ligados à neurodegeneração, por apresentarem bons resultados em estudos iniciais e por serem bem tolerados por pessoas idosas, o principal grupo afetado pela doença.


Os três medicamentos selecionados foram uma vacina contra herpes zoster, que pode reduzir o risco de demência em larga escala, o sildenafil, conhecido por melhorar a circulação sanguínea, e o riluzol, que atua na regulação de substâncias químicas do cérebro. Todos eles já são usados clinicamente para outras condições, o que facilita sua avaliação em novos contextos.


A conclusão do estudo é clara: enfrentar o Alzheimer exige criatividade, colaboração e rapidez. A reutilização de medicamentos surge como uma solução prática e promissora para acelerar o acesso a novos tratamentos. Plataformas internacionais de pesquisa já existentes podem testar essas opções de forma eficiente, oferecendo esperança real para milhões de pessoas que vivem com a doença ou correm risco de desenvolvê-la.



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Drug repurposing for Alzheimer’s disease: a Delphi consensus and stakeholder consultation

Anne Corbett, Janet Sultana, Kate Stych, Roger Mills, Jeff L. Cummings, Gareth Williams, Zahinoor Ismail, Maria Soto-Martin, Jacobo Mintzer, Serge Gauthier, Nigel H. Greig, Wendy Noble, Richard Killick, Mitchell K. P. Lai, Carol Routledge, Frank Walsh, Howard Fillit, Dag Aarsland, Roger Lane, Kathryn Mills, and Clive Ballard

Alzheimer’s Research & Therapy. Volume 17, article number 237, (2025).

DOI: 10.1186/s13195-025-01895-4


Abstract:


Alzheimer’s disease (AD) is an escalating global challenge, with more than 40 million people affected, and this number is projected to increase to more than 100 million by 2050. While amyloid-targeting antibody treatments (lecanemab and donanemab) are a significant step forward, the benefits of these therapies remain limited. This highlights the necessity for safe and effective compounds that offer greater therapeutic benefits to the majority of individuals with or at risk of AD. Drug repurposing allows for a cost-effective, time-efficient strategy to accelerate the availability of treatments, owing to the availability of safety information. This study focuses on the third iteration of the Delphi consensus programme aimed at identifying new high-priority drug candidates for repurposing in AD. An international expert panel comprising academics, clinicians and industry representatives was convened. Through a combination of anonymized drug nominations, systemic evidence reviews, iterative consensus rankings, and lay advisory inputs, drug candidates were evaluated and ranked based on rational, non-clinical, and clinical evidence and overall safety profiles. Among the 80 candidates that were nominated by the expert panel, seven underwent review, with only three candidates meeting the following consensus criteria of relevant mechanisms for targeting neurodegenerative pathways, non-clinical efficacy, and tolerability in older individuals. The three agents were: [1] the live attenuated herpes zoster (HZ) vaccine (Zostavax) [2], sildenafil, a phosphodiesterase-5 (PDE-5) inhibitor, and [3] riluzole, a glutamate antagonist. The HZ vaccine additionally offers potential for population-level dementia risk reduction. This Delphi consensus identified three high-priority drug repurposing candidates for AD with favourable safety profiles and mechanistic plausibility, which are considered suitable for pragmatic clinical trials, including remote or hybrid designs. The PROTECT platform, which supports international cohorts in the UK, Norway, and Canada, offers a well-established means to conduct such trials effectively, thus helping to accelerate the evaluation and potential deployment of these drug candidates to benefit individuals with or at risk for AD.


 
 
 

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